segunda-feira, 27 de abril de 2009

Ação e furtividade em uma Segunda Guerra sob perspectiva inédita.

Ação e furtividade em uma Segunda Guerra sob perspectiva inédita.

A Segunda Guerra Mundial é talvez um dos temas mais adotados pelos desenvolvedores de videogames. Em 1981, a Muse Software já lançava seu lendário Castle Wolfenstein para Apple II, DOS, Atari e Commodore 64, trazendo consigo toda a temática antinazista.

Com o passar do tempo, este tema foi sendo ainda mais explorado pelos estúdios. Exemplos como Call of Duty, Battlefield 1942 e Medal of Honor são apenas alguns dos excelentes títulos que ilustram alguns eventos ocorridos na Segunda Grande Guerra. Mas muitos jogadores já estão exaustos de toda esta temática, principalmente quando ela é tratada sob a perspectiva de primeira pessoa (FPS).

Felizmente, a Pandemic Studios, que também é responsável por games como Star Wars: Battlefront e Mercenaries, resolveu dar novos ares ao famoso tema. Sua carta da manga foi anunciada em meados de 2007, e sua proposta diferenciada deixou muitos jogadores intrigados. Seja bem-vindo ao universo de Saboteur.


Um piloto de corrida na Segunda Guerra Mundial

Bem, pela trama, já se pode notar que o jogo possui seus diferenciais em relação a maioria dos demais que abrangem este mesmo tema (Segunda Guerra Mundial). Para começar, você não faz parte de qualquer exército, e nem desembarca na Normandia em pleno Dia-D.

Em Saboteur, você encarna Sean Devlin, um membro de uma equipe de corrida chamada Morini. Devlin vive uma vida tranquila como piloto, com direito a carros velozes, mulheres e uma quantidade quase que ilimitada de cigarros. Mas, seu paraíso na Terra vai por água abaixo quando os nazistas invadem Paris. Inicia-se então o Inferno na vida do piloto.

Contudo, Devlin não é aliado a qualquer um dos lados da guerra. O protagonista está ciente de que os nazistas não estão para brincadeira, mas não tem motivos para lutar contra eles. Até que uma tragédia o atinge e preenche seu coração com vingança. Mesmo assim, seu objetivo não é vencer a guerra e acabar com o Terceiro Reich. Devlin luta numa batalha pessoal, que ocorre bem no centro da França.

Basicamente, o jogo, que mantém uma perspectiva em terceira pessoa, se passa em um mundo aberto e repleto de possibilidades. Ao contrário do que se pensa não se trata exatamente de um clone do lendário GTA, precursor deste formato “mundo aberto”. Você poderá caminhar pelas ruas de Paris com um cigarro enquanto observa os terríveis atos dos nazistas em relação à população. Felizmente, é possível intervir para tentar diminuir a brutalidade obscena do game.


Colorindo com esperança

Durante o jogo, você terá a chance de realizar não só a missão principal do game, mas também diversos objetivos secundários. A desenvolvedora promete que será um título de muita ação, envolvendo você, uma arma e muitos nazistas mortos. Mas, certamente, Saboteur não se resume a isso.

Um dos atributos mais interessantes do game são os gráficos. Pelas imagens divulgadas, nota-se claramente que Saboteur não é um jogo qualquer. O game é apresentado em preto e branco. Mas, isto não ocorre por acaso.

Quando o jogo se inicia, em uma Paris ainda livre das forças nazistas, todo o ambiente está devidamente colorido. Os elementos em preto e branco, basicamente, representam a ocupação nazista. Para deixar tudo colorido novamente, basta acabar com as tropas de determinada região. Uma fórmula semelhante ao Prince of Persia da nova geração, mas sem o recurso “cel-shading”.

Mas, até mesmo as áreas mais ocupadas de Paris terão alguma cor. A Pandemic resolveu estilizar os locais, adicionando cores vibrantes como vermelho (Sin City, alguém?) e outras. Além disso, a coloração também é utilizada para identificar objetos interativos e outros itens importantes.


Snake ou Marcus Fenix?

Quanto à jogabilidade, Saboteur conta com dois modos diferentes. O game de terceira pessoa permite que os jogadores utilizem a ação furtiva ou desfrutem de um sistema de “cobrir-se e atirar”, como em Gears of War. Ou seja, é possível sair correndo como louco ou ser cauteloso como Solid Snake.

Segundo a própria desenvolvedora, a ação furtiva será a parte fácil do game e não se trata de um sistema que exalta as falhas do jogador. Se você for visto durante o jogo por um inimigo, por exemplo, você não verá uma tela de “Missão falhada”. Caso isto aconteça, a inteligência artificial será alertada e você será obrigado a alterar suas táticas. Uma boa iniciativa, sem dúvidas, que deve prevenir frustrações.

Mas, se tudo der errado, Sean terá de demonstrar suas habilidades na luta. Nos combates corpo-a-corpo, é possível desferir golpes leves e pesados, além de agarrões. A movimentação do personagem promete ser excelente, combinando com seus atributos. Obviamente, Sean também irá passar alguns momentos empunhando diversos tipos de armas.

Felizmente, nas ocasiões envolvendo tiroteio, o protagonista poderá contar com um belo sistema de cover implantado no game. Mesmo contando com uma energia regenerativa, Sean não pode simplesmente ficar a mostra encarando os disparos. A Pandemic criou um método de cobertura que promete ser bastante simples. Tudo que o jogador tem de fazer é encostar-se à parede para que o recurso seja acionado, e mover-se para trás caso deseje abandonar o posto.


Altair que se cuide!

Recapitulando: em Saboteur, teremos momentos de combate com armas e mano-a-mano, e será possível assumir uma postura discreta ou agressiva. Mas isto não é tudo. Além de tudo isso, o game também envolve a possibilidade de escalar. Através do analógico e o botão de salto, o protagonista pode acessar praticamente qualquer local da cidade, que oferece muitas possibilidades. É como se você encarnasse o Altair, de Assassin’s Creed, em plena Segunda Guerra Mundial.

Obviamente, existem algumas missões que envolvem fatores de exploração, que obrigam o jogador a escalar diversos locais e sabotar determinados elementos. Além disso, o game também conta com objetivos bônus que usufruem destas habilidades de Sean. E ainda, o protagonista terá de dirigir veículos em determinadas missões, demonstrando seus dotes de piloto.

Vale ressaltar que a Paris apresentada no game conta com diversas estruturas famosas da cidade, como a torre Eiffel, por exemplo, que servirá como base para sua localização. Saboteur conta com uma espécie de radar equipado com GPS, mas é bem provável que você tente se localizar sem a ajuda deste artifício, observando apenas os pontos principais da cidade, que surgem no horizonte graças a excelente “draw distance” do game.

Fora a famosa estrutura, você também encontrará outros pontos de cartão de visita da cidade. Até mesmo Moulin Rouge, o famigerado cabaré, está dentro de Saboteur. Seu próprio quartel-general, que é, na verdade, um bordel, está localizado do outro lado da casa de espetáculos. Sim, existem mulheres nuas no bordel do jogo.


A guerra vista sob uma perspectiva diferente

Nas missões principais do game, você terá de utilizar praticamente todas as suas habilidades. Em uma delas, Sean deve impedir quem um canhão nazista seja disparado. Mas, para isso, será necessário escalar uma gigantesca torre enquanto elimina os inimigos de seu caminho.

O interessante desta missão é que ela conta com um cronômetro, o que, à primeira vista, pode parecer uma chance de frustração. Você terá dez minutos para percorrer todo o trajeto e cumprir seu objetivo. Mas seu tempo pode ser prolongado. Como? Eliminando o nazista que controla o tempo. Caso isso aconteça, não haverá limite de tempo, e você poderá armar tranquilamente os explosivos no canhão.

Mas tome cuidado, pois seus atos terão consequências. O radar no canto inferior esquerdo da tela apresenta um medidor chamado “Escalation”. Isto é seu medidor de procurado. Conforme você chama a atenção, ele aumenta. Se você atingir níveis altos, como quatro, por exemplo, terá de enfrentar tropas inteiras de nazistas que chegam em Zeppelins.

Em praticamente todas as missões do jogo você fará uma entrada silenciosa e sairá causando muito estrago. Sendo assim, o medidor de procurado parece bem justo, já que você precisa sair da área demarcada quando completa uma missão para diminuí-lo novamente.

Saboteur tem tudo para ser um excelente jogo. É como se combinássemos alguns dos melhores títulos de ação da atual geração com toda a ação furtiva de jogos como Hitman e Metal Gear Solid. Tudo no famoso clima da Segunda Grande Guerra, regado por uma incrível direção de arte. Resta esperar, ansiosamente, até que a data de lançamento seja divulgada. Mas, uma coisa é certa: o PlayStation 3, PC e Xbox 360 serão sabotados.


Matéria retirada de Baixaki Jogos

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